terça-feira, 31 de março de 2020

Live: Estratégias de Trading para se proteger na crise!

Olá!

Devido ao grande sucesso da nossa primeira Live, essa semana convidamos mais um nome de peso no mercado de investimentos e criptomoedas: Rodrigo Cohen.

O tema da Live não poderia ser melhor: Estratégias de Trading para se proteger em momentos de crise.

Quem é quem nessa live?

Falando em nome da BitcoinTrade, Daniel Coquieri. O Daniel é nosso sócio fundador e atua como COO da corretora, responsável pelas iniciativas de Produto, Marketing e Atendimento.

Rodrigo Cohen é um analista financeiro, investidor e criador do método “O Grande Plano”. Seu canal no Youtube tem quase 300 mil assinantes, com conteúdo prático e grátis.

Será, mais uma vez, uma convesa extremamente produtiva!

Quando? Onde? Que horas?

Quinta feira, dia 02 de Abril, às 19:00.

Para participar, basta seguir os perfis da BitcoinTrade e do Rodrigo:

instagram.com.br/bitcointradebr
instagram.com/rodrigocohenoficial/

Marque na sua agenda e participe! Nos vemos lá!

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

A China divulgou dados que indicam uma retomada da sua economia durante o mês de março, com o avanço dos índices dos gestores de compras (PMI) da indústria, serviços e composto. O indicador estimulou os mercados na última sessão do trimestre, com as bolsas europeias abrindo em alta e os futuros de Nova York em terreno positivo.

A pandemia do coronavírus, contudo, avança, atingido a mais de 787 mil pessoas ao redor do mundo, informa na manhã de hoje a Universidade Johns Hopkins (EUA).

No Brasil, a polêmica continua no governo entre o presidente, que defende a reabertura do comércio e o fim da quarentena, e um bloco de ministros que defende a manutenção das medidas. No noticiário corporativo, destaque para a emissão de debêntures da Hypera Pharma e os balanços da Mahle-Metal Leve e da Even, além dos dados não-auditados da CVC, na reta final da temporada de resultados. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Europa abriram em alta e os futuros de Nova York avançam na manhã de hoje, após o Escritório Nacional de Estatísticas da China ter divulgado ontem à noite (madrugada de hoje no Brasil) que o índice dos gestores de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria foi de 52 pontos em março, após ter afundado a 37.5 pontos em fevereiro.

A expectativa era de que o PMI industrial seria de 45 pontos. Já o PMI composto chinês (indústria mais serviços) ficou em 52.3 pontos em março, também indicando uma sólida retomada sobre os dados esquálidos de fevereiro, quando despencou a 29.6 pontos. Na Ásia, os dados chineses eram parcialmente esperados e apenas as bolsas de Seul e Hong Kong fecharam com uma alta um pouco mais expressiva.

No Velho Continente, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,7% na comparação anual de março, desacelerando fortemente em relação ao aumento de 1,2% observado em fevereiro em meio aos efeitos da pandemia de coronavírus, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,8%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h20 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,46%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,86%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,48%

Europa
*Dax (Alemanha), +1,98%
*FTSE (Reino Unido), +1,73%
*CAC 40 (França), +1,01%
*FTSE MIB (Itália), +0,92%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,88% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +2,19% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,85% (fechado)
*Xangai (China), +0,11% (fechado)

*Petróleo WTI, +5,87%, a US$ 21,27 o barril
*Petróleo Brent, +2,55%, a US$ 23,54 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de +0,85% cotados a 650,500 iuanes, equivalentes a US$ 91,65 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0972 (-0,04%)

*Bitcoin, US$ 6.494,96 +0,42%

2. Agenda do dia

No Brasil, o governo federal deve publicar pela manhã (9h30) o resultado primário do setor público em fevereiro. O setor público deve registrar déficit primário de R$ 18,7 bilhões em fevereiro, segundo estimativa mediana de economistas pesquisados pela Bloomberg, depois de superávit de R$ 56,3 bilhões no mês anterior.

Na agenda do governo, Paulo Guedes, ministro da economia, e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, participam da reunião do conselho de governo, no Palácio do Planalto, às 14h30.

Vale ressaltar que, na véspera, o Senado aprovou ontem o “coronavoucher “de R$ 600 para trabalhadores informais, intermitentes e MEIs, com um custo estimado de R$ 44 bilhões em três meses. O texto tem outros três pontos principais: antecipação do BPC antes da comprovação final; pagamento pelo governo de auxílio-doença em caso de coronavírus; e a regulamentação do acesso ao BPC em 2020.

Nos EUA, serão revelados os dados de confiança do consumidor de março, às 11h.

3. Política 

Os ministros da Justiça, Sérgio Moro, e da Economia, Paulo Guedes, fizeram uma união nos bastidores em apoio ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e na defesa das medidas de distanciamento social e quarentena da população para combater o avanço do coronavírus.

Com o apoio de alguns militares, o trio formou um bloco antagônico ao presidente Jair Bolsonaro, contrário ao confinamento das pessoas e ao fechamento do comércio, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Com o apoio de Moro e Guedes a Mandetta, o isolamento do presidente aumenta, porque o ministro da Saúde já tem o apoio do Legislativo e do Judiciário. A avaliação feita pelo ministro Moro a aliados é que o presidente está descontrolado e deixa aflorar sentimentos de raiva contra supostos inimigos.

4. Contaminação nos hospitais paulistas 

Cresce a contaminação de médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas que atendem pacientes com o coronavírus nos hospitais paulistas, mostram reportagens dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Segundo a Folha, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o maior hospital público do Brasil, já afastou 125 funcionários, dos quais 108 testaram positivo para o Covid-19. No Hospital Sírio-Libanês, 104 funcionários foram afastados, enquanto no Albert Einstein 348 funcionários foram diagnosticados com o coronavírus; destes, 13 estão internados e 47 já se recuperaram, voltando ao trabalho.

5. Noticiário corporativo 

A Hypera Pharma comunicou que realizará emissões de debêntures no valor total de R$ 3,5 bilhões. A primeira emissão ocorrerá em 3 de abril, com os papéis da primeira série fazendo um montante de R$ 2,48 bilhões; a segunda emissão, em data não definida, deverá levantar o valor de R$ 1,015 bilhão. Na noite de ontem, perto do fim da temporada de balanços, a Mahle-Metal Leve e a construtora Even publicaram seus resultados de 2019. A Cogna (antiga Kroton) publica balanço na manhã de hoje.

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Economia chinesa se recupera em março; Bolsas da Europa abrem em alta

SÃO PAULO – Dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgados na madrugada de hoje (noite de ontem na Ásia) mostram que a economia chinesa começa a se recuperar da crise provocada pela pandemia de coronavírus.

O índice dos gestores de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria ficou em 52 pontos em março, após ter afundado a 37,5 pontos em fevereiro. Analistas consultados pela Reuters esperavam que o PMI oficial chegasse a 45, depois de uma baixa recorde de 35,7 no mês anterior.

O índice PMI composto, formado por indústria mais serviços, foi de 52.3 pontos. Em fevereiro, o indicador estava em 29,6 pontos.

Os dados positivos levaram as bolsas de valores da Europa a abrir em alta nesta terça-feira e trouxeram algum alívio aos preços do petróleo.

Por volta das 6h40, o índice Dax, da Bolsa alemã, subia 2,5%, enquanto o FTSE, do Reino Unido, ganhava 1,9%. O contrato futuro do petróleo WTI tinha alta de quase 6% (US$ 21,27 o barril). Já o petróleo Brent avançava 2,6% (US$ 23,54 o barril).

Os futuros de Nova York estão subindo em torno de 1% na manhã de hoje.

O avanço das bolsas da Ásia foi pequeno nesta terça-feira. Em Xangai, a alta foi de 0,1%. O índice Nikkei-225, de Tóquio, fechou em queda de 0,9%.

A explicação é que a China agora teme uma segunda onda da epidemia e pode sentir novos impactos da crise, já que a doença está derrubando a demanda por seus produtos no resto do mundo.

O avanço da epidemia no mundo também impede um maior otimismo. A Universidade Johns Hopkins, de Baltimore (EUA), informa na manhã de hoje que o número de pessoas infectadas pelo coronavírus subiu a 787 mil casos, com os Estados Unidos em primeiro lugar (164 mil casos), seguidos por Itália (101 mil), Espanha (87,9 mil) e China (82,2 mil). O número de mortos pela doença está em 37.829.

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“Quanto mais os preços dos ativos caem, mais nós compramos”, diz Howard Marks

Howard Marks

SÃO PAULO — A pandemia de coronavírus pegou muitos investidores de surpresa e derrubou os preços dos ativos, mas abriu muitas oportunidades. A avaliação é de Howard Marks, vice-presidente e um dos sócios-fundadores da Oaktree Capital, uma das maiores gestoras do mundo.

Em live da XP Investimentos nesta segunda-feira (30), Marks disse que nunca viu uma crise como a atual, gerada pelo coronavírus, e contou qual é a sua expectativa sobre o que ainda teremos pela frente na economia global e nos investimentos.

“Estamos vendo uma rápida desaceleração das economias do mundo como nunca havíamos visto. Há uma doença à solta e as pessoas têm que ficar em casa para evitarmos a disseminação, o que significa parar a economia”, disse.

” O Fed [banco central americano] e o Tesouro têm que prover suporte para a subsistência dessas pessoas. Aprovaram uma lei para dar um cheque, uma ajuda financeira emergencial para os cidadãos. Não sei se é suficiente para que eles passem um mês, ainda mais se precisarem ficar em casa por mais um ou dois meses. Eu mesmo já estou em casa há semanas”, completou.

Na visão de Marks o governo americano deve continuar apoiando as pessoas financeiramente para que elas fiquem em casa. “O governo vai continuar dando dinheiro para a população? Eu imagino que sim. Imagino que o Fed não medirá esforços para solucionar a situação.”

Quanto aos investimentos, o sócio-fundador da Oaktree disse estar gostando das oportunidades criadas com a queda nos preços dos ativos na Bolsa. “Nós vimos nas últimas semanas uma queda irracional nos preços das ações. Quanto mais os preços caem, mais nós compramos. Na última terça essa baixa amenizou a medida que o governo americano começou a adotar medidas para frear o coronavírus.”

“O ‘big money’ e o ‘easy money’ em investimentos são gerados através das coisas que outras pessoas não querem ou têm medo de fazer. Geralmente isso inclui investir em período de tensão nos mercados”, afirmou Marks.

Segundo ele, no entanto, “o segredo para o sucesso no investimento de longo prazo não é acertar ocasionalmente, é muito mais se defender no longo prazo e tomar risco sabiamente”.

Sobre risco, ele fez uma analogia a um acidente de carro: “quando o acidente acontece já é tarde demais para se tornar um motorista prudente”, ressaltando que nenhum modelo poderia prever uma crise como essa de hoje, mas que os bons investidores deveriam ter suas posições protegidas.

“Quem leu meu livro ‘Dominando o ciclo de mercado’ saberia que, no momento de maior otimismo e retornos excelentes, é nessa hora que se deve correr para a segurança”, disse.

Quanto aos setores com maiores oportunidades na crise, Marks citou que geralmente são os que mais caem — consequentemente são os mais prejudicados pelo avanço da epidemia.

Um deles é o setor de petróleo, já que os preços da commodity caíram demais tanto pelo coronavírus, que derrubou a demanda global pelo produto, quanto pela guerra travada entre Arábia Saudita e Rússia.

“Não sabemos o cenário futuro para o setor de petróleo, mas os preços estão realmente baixos”, afirmou. Ele também citou o setor de cruzeiros marítimos, que foi altamente prejudicado pela crise, mas que “vai se recuperar algum dia”.

“Em 2021 a economia vai recuperar e o PIB dos EUA vai superar 2019. Talvez sim, talvez não. Mas em algum momento vai voltar, isso não muda. Então, estamos felizes em poder aproveitar essas oportunidades hoje. A maioria das pessoas procuram os setores que devem ir bem e investem neles. A questão deveria ser quais setores vão se sair bem e ninguém sabe disso ainda?”, afirmou.

Sobre ao apetite ao risco dos investidores, Marks disse que é comum observar uma queda drástica após um choque como o atual, mas que a vontade de se expor ao risco vai voltando lentamente com o tempo.

“As pessoas dizem que vão evitar risco no futuro. É o que naturalmente acontece quando se perde muito dinheiro numa crise. Mas quem ficou [no mercado de risco] acaba ganhando muito dinheiro com a retomada. E aí quem saiu por medo acaba ficando com inveja e volta”

O sócio da Oaktree indicou dois livros sobre investimentos que ele recomenda, além dos seus próprios livros. Um deles é o “Fooled by Randomness”, do Nassim Nicholas Taleb, e o outro é “A Short History of Financial Euphoria”, de John Kenneth Galbraith.

Assista acima à live completa.

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Ibovespa segue exterior e tem alta de 1,7% apesar de derrocada do petróleo; dólar sobe para R$ 5,18

SÃO PAULO – Após uma manhã bastante volátil, o Ibovespa se fixou no campo positivo na tarde desta segunda-feira (30), seguindo o desempenho dos índices americanos, que saltaram mais de 3%.

No noticiário, além de acompanhar a luta contra o novo coronavírus, os investidores também ficaram atentos a forte queda do preço do petróleo, provocada pela redução do consumo nos países atingidos pela epidemia mundial do coronavírus.

O barril do Brent recuou 9,5%, ficando em US$ 22,56, enquanto o tipo WTI recuou 6,42%, para US$ 20,13. Ambos fecharam em seus menores valores desde o início de 2002.

Especialistas apontam que pesou a falta de sinais de que a disputa entre a Arábia Saudita e a Rússia vá terminar tão cedo. Mas, além disso, o mercado começa a sentir também os impactos das medidas de combate ao novo coronavírus pelo mundo, em especial as quarentenas, que têm reduzido a circulação de pessoas e leva uma forte queda na demanda pelo petróleo.

O benchmark da bolsa fechou com alta de 1,65%, aos 74.639 pontos, com volume financeiro de R$ 19,708 bilhões. Enquanto isso, o dólar comercial teve ganhos de 1,48%, cotado a R$ 5,1787 na compra e R$ 5,1822 na venda, ao passo que o dólar futuro para abril sobe 1,56%, para R$ 5,181.

Em Wall Street, os três índices registraram ganhos expressivos: o Dow Jones subiu 3,2%, enquanto S&P 500 e Nasdaq tiveram alta de 3,3% e 3,6%, respectivamente.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 20 pontos-base a 4,18%, o DI para janeiro de 2023 teve baixa de 27 pontos-base a 5,38% e o DI para janeiro de 2025 recuou 23 pontos-base a 6,77%.

Durante a tarde a agência de rating Fitch afirmou em comunicado que revisou a perspectiva do setor bancário do Brasil de estável para negativa “devido à piora da pandemia global de coronavírus”.

Segundo a agência, o choque macroeconômico global por causa da doença impõe “desafios de execução para todos os setores no Brasil”, em um quadro mais complexo e desafiador para as empresas, o setor de varejo e as pessoas físicas.

No exterior, ontem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as medidas de distanciamento social prosseguirão até 30 de abril. Trump descartou o fechamento da cidade de Nova York, mas alertou que “a prioridade número 1 é a vida, a número 2 é a economia”.

Nesta manhã, em entrevista para a Fox News, Trump voltou a ressaltar que nesta semana os Estados Unidos devem começar a usar um novo teste mais rápido para detectar o novo coronavírus. Ele ainda destacou que o pico da doença no país deve acontecer nas duas próximas semanas.

Além disso, o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que o governo está disposto a pedir mais dinheiro ao Congresso se o pacote de US$ 2 trilhões já aprovado for insuficiente para conter os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia. Ele mostrou preocupação especial com pequenas e médias empresas americanas, prometendo mais ajuda caso os US$ 377 bilhões previstos no pacote para ajudá-las precise de um reforço financeiro.

Novas projeções na economia…

O mercado reduziu a sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020, de um crescimento de 1,4% para uma queda de 0,48%, informou na manhã de hoje a pesquisa semanal Focus do Banco Central. O mercado manteve as projeções de crescimento de 2,5% para o PIB brasileiro em 2021 e 2022.

A pesquisa também mostrou que o mercado mudou a projeção para a inflação – medida pelo IPCA do IBGE, de 3,04% para 2,94% ao ano.

Houve também mudança na projeção da taxa básica de juros (Selic), de 3,75% ao ano para 3,50% ao ano. O mercado agora projeta uma Selic ligeiramente mais baixa em 2021, com a taxa de juros em 5% durante 2021 – a projeção anterior era de uma Selic em 5,25% ao ano.

…e na Bolsa

Destacando o forte impacto nos lucros das empresas previstos em 2020 por conta da crise com o coronavírus, a XP Investimentos e o Bank of America cortaram projeções para o Ibovespa para este ano.

A XP diminuiu a estimativa para o Ibovespa de 132 mil pontos para 94 mil pontos ao final de 2020 (o que corresponderia a um potencial de valorização de 28% frente o fechamento de sexta-feira), enquanto o Bank of America cortou a projeção de 130 mil pontos para 87 mil pontos (representando um upside de 18,5% frente sexta-feira).

Nas últimas semanas, o Morgan Stanley já havia cortado a projeção de 125 mil pontos para 85 mil pontos (veja aqui), o Itaú BBA passou de 132 mil pontos para 94 mil pontos (veja aqui), enquanto a revisão mais drástica ficou com o JPMorgan, que cortou de 126 mil para 80.500 pontos (confira aqui), todos eles agora vendo o índice abaixo dos 100 mil pontos em 2020.

Polêmicas com Bolsonaro

O Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite do último domingo (29). No lugar das publicações, feitas na tarde de domingo, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

O presidente Jair Bolsonaro divulgou neste domingo um vídeo em que conversa com um vendedor ambulante em Taguatinga, no Distrito Federal. Ele afirma que o povo quer voltar a trabalhar. Ele acabou contrariando a orientação do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, que defendeu o isolamento horizontal de forma a evitar a disseminação do coronavírus. Bolsonaro também defendeu a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19. Na véspera, Mandetta alertou para os efeitos colaterais do uso do remédio de forma indiscriminada.

Vale destacar que os governadores estudam acionar a Justiça se o presidente levar adiante sua ideia de editar um Decreto-Lei autorizando a abertura do comércio no país, informa a Folha de S. Paulo. “O que os governadores querem é que o presidente assuma a sua responsabilidade de coordenar as ações da saúde pública para salvar vidas humanas”, Rui Costa (PT), governador da Bahia. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou que assina hoje decreto ampliando as medidas restritivas.

A divergência entre o discurso de Bolsonaro e o dos governadores e outros segmentos do país também segue sendo monitorada. O discurso do presidente contra o isolamento social ganhou força entre apoiadores e um dos grupos, o Avança Brasil, lançou uma campanha para que os trabalhadores retomem a vida normal nesta segunda-feira, segundo informações do Valor Econômico.

Ainda no radar político, o Senado vota hoje o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), havia confirmado a data da votação em postagem no Twitter, na última sexta-feira.

Noticiário corporativo

A Klabin anunciou no domingo a aquisição da operação de embalagens e papelão ondulado da International Paper no Brasil, por R$ 330 milhões. Segundo a Klabin, a unidade tem a capacidade de produzir 305 mil toneladas por ano e um market share de 6,6% do mercado brasileiro.

Já a Eletrobras, maior empresa de energia elétrica do Brasil e da América Latina, publicou balanço de 2019 no sábado. A estatal informou um lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no quarto trimestre do ano passado, uma retração de 77% sobre igual período do ano anterior. No ano fechado de 2019, o lucro líquido da estatal caiu menos, 20% para R$ 10,7 bilhões.

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Ação da Johnson & Johnson dispara até 9% na NYSE após anúncio de possível vacina para Covid-19

SÃO PAULO – Após informar que tem avançado no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, as ações da Johnson & Johnson registravam ganhos de 9% durante o pregão regular desta segunda-feira (30) na bolsa de valores de Nova York (NYSE).

As ações da maior empresa de saúde do mundo estão sendo negociadas acima de US$ 133, após a companhia divulgar um comunicado informando os progressos nos estudos de uma vacina experimental para Covid-19, que poderia estar pronta para uso emergencial em 2021.

A J&J disse que iniciará estudos clínicos em humanos da vacina  até setembro. Este é um “período de tempo substancialmente acelerado” comparado ao processo típico de desenvolvimento de vacinas, de acordo com a empresa.

A empresa planeja fornecer mais de um bilhão de doses da vacina em todo o mundo. Para isso, ela está ampliando sua capacidade de fabricação nos EUA e expandindo a estrutura física de suas fábricas em outros países.

Ela também anunciou mais de US$ 1 bilhão para financiar a pesquisa de vacinas em parceria com órgãos de pesquisa e saúde dos Estados Unidos.

Apesar do ganho desta segunda, com alta de 8,01%, as ações da companhia caíram cerca de 10% no acumulado do ano.

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Varejistas encaminham lista de pedidos e cobram agilidade de BC e Ministério

Um conjunto de cinco associações nacionais de varejistas disparou na manhã desta segunda-feira, 30, uma lista de pedidos para que o governo federal agilize medidas de socorro à economia brasileira e coloque logo em prática ações capazes de preservar o emprego e a renda da população, bem como o crédito para empresas, especialmente as de pequeno e médio porte.

As associações endereçaram duas cartas, sendo uma delas para o Ministério da Economia e outra para o Banco Central (BC), com um total de 14 reivindicações. Cópias dos documentos também foram enviadas para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e outras lideranças no Parlamento.

O principal pedido para o BC é que a liberação de recursos para as empresas nessa crise se dê por meio das adquirentes no lugar dos bancos. Para isso, as varejistas pedem que o Tesouro e/ou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fiquem com 100% dos riscos da operação, isto é, absorvam 100% dos prejuízos se houver um calote no futuro. A ideia é que dar mais agilidade à liberação de crédito e também permitir uma redução mais significativa das taxas.

“Para tomada de crédito, continuam as burocracias bancárias e exigência de garantias, que fazem o processo continuar demorado”, explicou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai. “Se for via adquirente, o empresário pode acessar o crédito via cartão, e o dinheiro vai chegar mais rapidamente a todos”, emendou.

Os recursos anunciados pelo governo até aqui para socorrer as empresas estão sendo operados pelos grandes bancos, que ficam também com a maior parte do risco da operação, enquanto uma parte menor está nas mãos de Tesouro e BNDES. Por conta disso, os juros praticados pelos bancos nessas linhas emergenciais caíram um pouco, mas ainda estão caras (pois precificam os riscos de calote), disse Humai.

O diretor institucional da Associação Brasileira de Franchinsing (ABF), Sidnei Amendoeira, disse que, para a instituição, o pedido por crédito tem a finalidade clara de preservar os empregos. “As empresas não estão nem com fluxo de caixa, mas o que temos visto é que os bancos oferecem o crédito com taxas maiores e mais exigências de garantias”, apontou.

As associações também cobraram do BC que fiscalize os bancos, que elevaram as taxas médias em 50% em operações como de capital de giro para as varejistas, segundo o relato das associações.

Já entre os principais pedidos para o Ministério da Economia, está a suspensão de recolhimento de PIS e COFINS por ao menos 180 dias. O recolhimento suspenso seria pago no exercício de 2021, em 12 parcelas, sem multa ou juros. O grupo também cobra isenção ou diferimento de todos os impostos incidentes sobre a folha salarial, com suspensão de recolhimento de FGTS, INSS e contribuições ao Sistema S, com isenção da parcela do empregado no período.

O documento foi assinado pelos presidentes das instituições: Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), setor que reúne 577 shoppings e 105 mil lojistas; Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne as maiores empresas de varejo do País, como Magazine Luiza, Centauro, Renner, Riachuelo, entre outras; Associação Brasileira de Franchising (ABF), com mais de 1.100 marcas e 161 mil postos de venda; Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), que reúne mais de 1.500 Câmaras de Dirigentes Lojistas, 450 mil empresas e mais de 1 milhão de pontos de venda; e Confederação das Associações Comercial e Empresariais do Brasil (CACB) – que reúne mais de 2.300 associações comerciais e 2 milhões de empresários.

Os setores de comércio e serviços são responsáveis por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 26 milhões de empregos diretos, com carteira assinada, além de quase 70% dos recolhimentos de encargos sociais que possibilitam manter as contas públicas vinculadas à Seguridade Social, conforme dados compilados pelas associações.

O presidente da Humai avaliou que as medidas já anunciadas pelo governo federal estão no sentido correto, mas têm demorado para se tornar realidade. “As medidas vão de encontro com o que queremos, mas reiteramos aqui a necessidade de mais agilidade. Não adianta anunciar as medidas e demorar 10, 15 ou 20 dias para efetivá-las. Isso mata as empresas”, frisou.

Para o presidente da CABC, George Pinheiro, as medidas solicitadas no documento visam garantir sobrevivência às empresas que não são alcançadas na medida anunciada pelo governo de R$ 40 bilhões para financiar o pagamento de salários. “O crédito não chega à pessoa física e jurídica que tem que chegar, às milhares de micro e pequenas que não têm cadastro positivo com os bancos”, diz. Para ele o essencial é que as medidas anunciadas se tornem reais na ponta. “Ao contrário do que diz o governo, os banco não estão refinanciando, estão oferecendo novos empréstimos com novas garantias”, afirma Pinheiro.

Confira a seguir os pedidos das varejistas ao Ministério da Economia:

  1. PIS e COFINS – Suspensão de recolhimento por período pré-estabelecido, de pelo menos 180 dias. O recolhimento suspenso seria pago no exercício de 2021, em 12 parcelas, sem multa ou juros; E dedutibilidade fiscal integral de qualquer provisão para perda de receita ou inadimplência pelos próximos 2 anos, para fins de cálculo de PIS/ COFINS/ IRPJ, tanto no lucro real quanto presumido;
  2. Isenção ou diferimento de todos os impostos incidentes sobre a folha salarial, com suspensão de recolhimento de FGTS, INSS e contribuições ao Sistema S, com isenção da parcela do empregado no período;

  3. Suspensão de prazos processuais administrativos, fiscalizatórios e tributários, por pelo menos 120 dias;

  4. Suspensão das obrigações acessórias por, pelo menos 120 dias;

  5. Permitir-se a compensação de créditos tributos federais com débitos previdenciários em aberto;

  6. Refinanciamento de impostos federais;

  7. Atuação do BNDES e da Caixa Econômica na estruturação financeira de suporte de crédito às empresas e aos trabalhadores;

  8. Aprovação do PL 1009/2020, do deputado Efraim Filho, que dispõe sobre a interrupção do contrato de trabalho, com a compensação financeira ao emprego, pelo período de até 3 (três) meses, com antecipação das parcelas de seguro desemprego e não sendo inferior ao valor de 1 (um) salário mínimo vigente, ou seja, o seguro desemprego pagaria o salário dos contratos de trabalho suspensos;

  9. Atuação do Banco Central para evitar a elevação desmedida das taxas de juros e solicitações desproporcionais de garantias que inviabilizam o acesso às operações de crédito já existentes no mercado.

Confira a seguir os pedidos das varejistas ao Banco Central:

  1. Sugerimos a utilização da estrutura dos adquirentes de cartão de crédito, viabilizando a concessão via operadoras, com taxas mais baixas das praticadas tradicionalmente em suas transações, visto que o crédito precisa chegar rapidamente ao pequeno e médio empresário. A proposta visa garantir crédito ao empreendedor e maior liquidez para atender suas necessidades, sem dependência de aprovação pelos bancos, de modo que a morosidade inerente à concessão não prejudique o processo, ficando o Tesouro e/ ou BNDES com 100% dos riscos das operações de crédito, como forma de acelerar e desburocratizar ao acesso ao crédito. Propomos antecipar o recebível para o lojista, flexibilizando o prazo de repasse do dinheiro, garantindo fôlego ao negócio.
  2. Solicitamos atenção a despeito das medidas de injetar liquidez no sistema financeiro nacional, pois observa-se o aumento expressivo das taxas, com médias superiores a 50% e, alguns casos superiores a 70%, em operações habituais do varejo, tais como de capital de giro, conta garantida, antecipação de recebíveis, risco sacado, empréstimos 4131, entre outras operações. Entendemos que num momento de crise, as medidas adotas pelo Bacen devam caminhar juntas com as instituições financeiras.

  3. Solicitamos a criação de linhas de crédito específicas para o varejo e para o setor de franquias, a ser utilizada como capital de giro, a ser paga em 60 meses, com carência de 24 meses para o início dos pagamentos e juros reduzidos;

  4. Solicitamos a criação de outras linhas de crédito a serem acessadas após o término da crise, de modo a possibilitar o investimento no negócio e a retomada de sua atividade;

  5. Por fim, solicitamos a liberação dos recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas mantidos junto ao SEBRAE para utilização como capital de giro por micro e pequenas empresas que operem no varejo e no setor de franquias.

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