SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta terça-feira (4).
Na agenda de indicadores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela manhã dados da produção industrial, que encerrou 2019 com queda de 1,1%. O resultado interrompeu dois anos consecutivos de crescimento e é o pior para o indicador desde 2016, quando desabou 6,4%.
Em dezembro, a queda foi de 1,2% na comparação anual, enquanto a estimativa era de queda de 0,8%, segundo consenso Bloomberg.
Ainda no ambiente doméstico, hoje foi o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que se reúne para decidir o rumo da taxa básica de juros no Brasil. O resultado sai amanhã, após o fechamento do pregão, e a expectativa é de um corte adicional de 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano – novo piso histórico para a Selic.
No cenário externo, o mercado continuou monitorando os impactos do coronavírus. No mundo, são 20 mil pessoas infectadas e mais de 400 mortos. Hoje, o governo chinês fez uma nova injeção de liquidez no sistema financeiro, desta vez de US$ 71,2 bilhões.
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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2035 pagava 3,19% ao ano, ante 3,21% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 44,44 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação), ou adquirir o título integralmente por R$ 4.444,22.
Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,34%, ante 3,37% a.a. anteriormente.
Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2025 pagava 6,11% ao ano (mesma taxa apresentada pela manhã), enquanto a taxa oferecida pelo título com juros semestrais e vencimento em 2029 cedia de 6,56% para 6,54% ao ano.
Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:
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Baixo risco, liquidez e acessibilidade
O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.
O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.
O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.
Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:
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